A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6 de agosto de 2026) a Operação Heritage, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados a um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Abaixo, os alvos e envolvidos conhecidos até o momento.
Alvos e envolvidos conhecidos
• Mauro Mendes – Ex-governador de Mato Grosso (União Brasil) e candidato ao Senado. Teve o passaporte apreendido.
• Fábio Garcia – Deputado federal (União Brasil).
• Ricardo Almeida – Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). O mandado foi cumprido em seu antigo escritório de advocacia.
• Ulisses Rabaneda – Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Integra o órgão desde fevereiro de 2025, após indicação do Conselho Federal da OAB. O escritório do qual está licenciado foi alvo de busca e apreensão.
• Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) – A sede do órgão foi alvo de diligências. Em nota, a PGE afirmou que confia nas investigações e irá colaborar com tudo que for requerido.
O que a operação apura
As investigações tiveram origem na análise do acordo de autocomposição firmado em abril de 2024, que encerrou disputa tributária de ICMS e resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante estrutura de fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas intermediárias, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos valores.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Medidas judiciais
A Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas:
• Quebra de sigilos bancário e fiscal
• Bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões
• Proibição de saída do país com recolhimento de passaportes
• Proibição de contato entre os investigados
Posicionamentos
• A assessoria do desembargador Ricardo Almeida informou que o mandado foi cumprido no antigo escritório e que ele aguarda tomar conhecimento do teor das investigações para se posicionar.
• A assessoria do conselheiro Ulisses Rabaneda informou que se manifestaria ainda pela manhã.
• A Procuradoria-Geral do Estado afirmou que colaborará com as autoridades e confia no esclarecimento do caso.
• O ex-governador Mauro Mendes ainda não havia se posicionado publicamente até a atualização desta matéria.
Fontes: Informações oficiais da Polícia Federal sobre a Operação Heritage; despachos do ministro Flávio Dino (STF); notas e posicionamentos das assessorias de Ricardo Almeida, Ulisses Rabaneda e Procuradoria-Geral do Estado; reportagens de veículos de circulação nacional publicadas em 6 de agosto de 2026.
Lead
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6 de agosto de 2026) a Operação Heritage, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados a um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Abaixo, os alvos e envolvidos conhecidos até o momento.
Alvos e envolvidos conhecidos
• Mauro Mendes – Ex-governador de Mato Grosso (União Brasil) e candidato ao Senado. Teve o passaporte apreendido.
• Fábio Garcia – Deputado federal (União Brasil).
• Ricardo Almeida – Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). O mandado foi cumprido em seu antigo escritório de advocacia.
• Ulisses Rabaneda – Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Integra o órgão desde fevereiro de 2025, após indicação do Conselho Federal da OAB. O escritório do qual está licenciado foi alvo de busca e apreensão.
• Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) – A sede do órgão foi alvo de diligências. Em nota, a PGE afirmou que confia nas investigações e irá colaborar com tudo que for requerido.
O que a operação apura
As investigações tiveram origem na análise do acordo de autocomposição firmado em abril de 2024, que encerrou disputa tributária de ICMS e resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante estrutura de fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas intermediárias, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos valores.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Medidas judiciais
A Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas:
• Quebra de sigilos bancário e fiscal
• Bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões
• Proibição de saída do país com recolhimento de passaportes
• Proibição de contato entre os investigados
Posicionamentos
• A assessoria do desembargador Ricardo Almeida informou que o mandado foi cumprido no antigo escritório e que ele aguarda tomar conhecimento do teor das investigações para se posicionar.
• A assessoria do conselheiro Ulisses Rabaneda informou que se manifestaria ainda pela manhã.
• A Procuradoria-Geral do Estado afirmou que colaborará com as autoridades e confia no esclarecimento do caso.
• O ex-governador Mauro Mendes ainda não havia se posicionado publicamente até a atualização desta matéria.





