Promotor Carlos Vinícius Alves Ribeiro toma posse como conselheiro do CNJ

O promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás Carlos Vinícius Alves Ribeiro tomou posse nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, como conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na vaga destinada ao Ministério Público estadual. A cerimônia, realizada em Brasília, foi conduzida pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.

Trajetória e formação

Carlos Vinícius Alves Ribeiro é promotor de Justiça desde 2004 e titular da 12ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia. Atuou como secretário-geral do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) desde 2022, sendo o primeiro integrante de um Ministério Público estadual a exercer a função.

É bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), mestre e doutor em Direito Administrativo pela Universidade de São Paulo (USP), e pós-doutor pela USP e pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Também foi secretário de Planejamento e Projetos da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e é autor de obras jurídicas.

Discurso e compromissos

No discurso de posse, Ribeiro afirmou que pautará sua atuação pela dedicação e pelo rigor técnico, com base em dados confiáveis. Destacou a necessidade de humanizar o atendimento ao cidadão e lembrou que os processos em tramitação não são apenas números.

Segundo dados citados por ele, o Judiciário brasileiro registra cerca de 84 milhões de processos em tramitação e 35 milhões de novas ações por ano. Pela primeira vez desde o início do levantamento sistemático, o volume de processos julgados superou o de novas ações ingressadas. Com pouco mais de 18 mil magistrados, a média é de aproximadamente 1.500 sentenças e decisões por ano por profissional.

Ribeiro defendeu que, após 20 anos de existência do CNJ, o foco deve avançar da produtividade para a qualidade das decisões. “Penso ter chegado também o momento de nos preocuparmos com a qualidade das decisões”, afirmou.

Declarações na cerimônia

O ministro Edson Fachin destacou a trajetória do novo conselheiro, que combina formação acadêmica, produção científica, experiência docente e capacidade de gestão pública. Ressaltou ainda o papel constitucional do Ministério Público na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos individuais e coletivos.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, também reconheceu a experiência institucional e a capacidade de diálogo de Ribeiro, afirmando que sua chegada reforça o trabalho do colegiado.

Com a posse, o CNJ completa sua composição de 15 membros. Ribeiro sucede o promotor João Paulo Schoucair. Após deixar a Secretaria-Geral do CNMP, ele continua colaborando com o órgão como coordenador-geral da Presidência.

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