Kakay posta vídeo com champanhe em Paris e ironiza prisão de Bolsonaro

Advogado grava mensagem dizendo que “não está comemorando”, mas faz brinde, cita o Judiciário e transforma cena parisiense em deboche político.

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, publicou um vídeo nas redes em que aparece segurando uma taça de champanhe em Paris e ironiza a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação, feita ao ar livre, viralizou rapidamente pelo tom de deboche explícito, apesar de sua tentativa – também irônica – de negar qualquer celebração.

“Que fique bem claro que eu não estou comemorando porque não se deve comemorar a prisão. Na verdade, eu estou em Paris, estava correndo agora no Toulé-Ri, agora estou aqui em frente ao Fort e aqui em Paris a gente tem a tradição de tomar champanhe em jejum, tomar um champanhe pela manhã. Isso não tem, evidentemente, nenhuma ligação com a prisão do presidente Bolsonaro”, diz, sorrindo, enquanto ergue a taça.

Na sequência, ele arremata o vídeo com um brinde:


“Viva a vida! Viva Paris! Viva o Poder Judiciário! Abraço grande!” 

Entenda

Jair Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada neste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a Polícia Federal informar risco de fuga e a violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 do mesmo dia. A decisão converteu a prisão domiciliar em preventiva e determinou o recolhimento imediato do ex-presidente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

A ordem foi fundamentada em dois pontos centrais: o rompimento do monitoramento eletrônico, a convocação de uma vigília por Flávio Bolsonaro nas imediações do condomínio do ex-presidente – o que, segundo Moraes, poderia tumultuar a fiscalização e facilitar a fuga – e as fugas de familiares e aliados. O ministro também ressaltou a proximidade do trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro na Ação Penal 2.668.

Com a decisão, Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal enquanto aguarda a audiência de custódia marcada para domingo (23), ao meio-dia, por videoconferência.

A 1ª Turma do STF analisará o referendo da decisão em sessão virtual convocada para segunda-feira (24), das 8h às 20h, que deverá confirmar ou não a manutenção da prisão preventiva.

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