Na terça-feira, 21, durante o julgamento do Núcleo 4, relativo à tentativa de golpe de Estado, ministro Luiz Fux reagiu às críticas feitas por professores estrangeiros ao seu voto na AP 2.668, em que votou pela absolvição de Jair Bolsonaro e de outros réus do chamado Núcleo 1, também vinculado aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Fux fez referência a dois acadêmicos que teriam comentado seu voto.
Um deles, possivelmente o jurista italiano Luigi Ferrajoli, reconhecido como precursor do garantismo penal, e outro, um teórico polonês ligado à democracia e ao Estado de Direito. Segundo o ministro, ambos opinaram “sem ter lido o processo” e, por isso, “traíram as suas obras”.
“Não deixa de ser curioso, talvez até envaidecedor, que um voto minoritário desperta mão interesse”, disse Fux, ao recordar que os acadêmicos foram instados a opinar sobre sua decisão.
“Mas o episódio me causou perplexidade, pela forma com que os próprios autores, de alguma maneira, no meu modo de ver, eles traíram as suas obras. O mestre italiano que declarou não ter lido o meu voto e nem o processo, e é um dos precursores do garantismo penal, ele não teceu uma linha qualquer, qualquer comentário sobre as afrontas por mim indicadas ao devido processo legal, a vedação a tribunais de exceção, a ampla defesa, a individualização das condutas, […] mas isso é até escusável na medida em que ele teve a lealdade de dizer que não leu o voto e não leu os 70 terabytes.”
VÍDEO: Fux critica professores por opinarem sem ler voto sobre Bolsonaro
direitonews.com.br|outubro 24, 2025

Via @portalmigalhas | Na terça-feira, 21, durante o julgamento do Núcleo 4, relativo à tentativa de golpe de Estado, ministro Luiz Fux reagiu às críticas feitas por professores estrangeiros ao seu voto na AP 2.668, em que votou pela absolvição de Jair Bolsonaro e de outros réus do chamado Núcleo 1, também vinculado aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Continua após + Lidas da Semana
28 aplicativos úteis para advogados aumentarem sua produtividade
Os 10 mandamentos do Advogado: lições eternas de Eduardo Couture sobre o dever e a nobreza da profissão
Jovem que ejaculou nas costas de vendedora em São Luís é encontrado morto carbonizado
Advogada e crossfiteira: quem é a mulher que se pendurou para fora de prédio para salvar familiares de incêndio no PR
Luiz Fux pede revisão em voto no julgamento que condenou Jair Bolsonaro
Condomínio proíbe sexo após as 22h por causa de gemidos e barulhos
Negócios imobiliários em xeque: como a nova CNIB 2.0 pode gerar insegurança ao adquirente
Não cabe ao Judiciário autorizar advogado a usar Google Ads, diz juiz federal
Pensão alimentícia deve ser proporcional à renda real do pai, e não ao padrão de vida da mãe, decide STJ
Com 34 ações por reter dinheiro e falsificar documentos, advogado é c0ndenad0
dezembro 20, 2024
Fux fez referência a dois acadêmicos que teriam comentado seu voto.
Um deles, possivelmente o jurista italiano Luigi Ferrajoli, reconhecido como precursor do garantismo penal, e outro, um teórico polonês ligado à democracia e ao Estado de Direito. Segundo o ministro, ambos opinaram “sem ter lido o processo” e, por isso, “traíram as suas obras”.
“Não deixa de ser curioso, talvez até envaidecedor, que um voto minoritário desperta mão interesse”, disse Fux, ao recordar que os acadêmicos foram instados a opinar sobre sua decisão.
“Mas o episódio me causou perplexidade, pela forma com que os próprios autores, de alguma maneira, no meu modo de ver, eles traíram as suas obras. O mestre italiano que declarou não ter lido o meu voto e nem o processo, e é um dos precursores do garantismo penal, ele não teceu uma linha qualquer, qualquer comentário sobre as afrontas por mim indicadas ao devido processo legal, a vedação a tribunais de exceção, a ampla defesa, a individualização das condutas, […] mas isso é até escusável na medida em que ele teve a lealdade de dizer que não leu o voto e não leu os 70 terabytes.”
Assista:https://www.youtube.com/embed/NKOQJ9JNOqA?si=0ZrP_w2oTwzOnONj
Fux acrescentou que a contradição de ambos se explica pela falta de conhecimento da realidade brasileira e lamentou que a “seriedade acadêmica tenha sido deixada de lado por um rasgo de militância política”.
O ministro observou que críticas a decisões judiciais exigem leitura cuidadosa dos autos e fidelidade intelectual.
Ao concluir, Fux reafirmou a validade dos fundamentos expostos em seu voto na AP 2.668, em que defendeu a observância do devido processo legal, da ampla defesa e da vedação a tribunais de exceção.
” As ideias que formulei no julgamento da ação penal 2.668 permanecem integralmente hígidas e são aplicadas em todo o caso destes autos”, declarou.
Fonte: Direito News





