EUA discutem novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz Financial Times

O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a imposição de novas sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times no domingo (16 de agosto de 2026), com base em fontes familiarizadas com o assunto.

Segundo a reportagem, o motivo da retomada das discussões está ligado às decisões recentes de Moraes que autorizaram a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo e pessoas apontadas como suas fontes. As medidas dizem respeito a reportagens publicadas sobre o uso de veículos oficiais por familiares do também ministro do STF Flávio Dino.

Histórico das sanções

Em julho de 2025, o governo americano incluiu Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Global Magnitsky. Na ocasião, o então secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusou o ministro de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos politizados. A sanção também atingiu a esposa de Moraes, Viviane Barci, e uma empresa ligada à família.

As medidas foram revogadas em dezembro de 2025, após aproximação diplomática entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

Situação atual

O Financial Times informa que novas sanções estão em consideração, mas ainda não há data definida para uma eventual decisão. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que existe um padrão consistente de conduta que motiva as discussões no governo americano. Não está claro se as medidas serão de fato aplicadas.

O STF foi procurado por veículos brasileiros e não se pronunciou de imediato sobre a reportagem do Financial Times.

Contexto das buscas

A operação de busca e apreensão autorizada por Moraes ocorreu em 11 de agosto de 2026. Um dos alvos foi Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado pela investigação como fonte do jornalista Luís Pablo. Em março de 2026, o próprio jornalista já havia sido alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro, no âmbito de apuração de suposto crime de perseguição.

Entidades de imprensa manifestaram preocupação com o impacto da medida sobre o sigilo de fonte, direito assegurado pela Constituição Federal.

A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos se aprofundou ao longo de 2026, com episódios que incluem a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington e divergências em torno da indicação do embaixador americano.

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