Candidatura de Flávio Bolsonaro, Focus e dados da China marcam a sessão desta 2ª

O cenário político deve dominar as atenções na sessão desta segunda-feira (8) após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitir no domingo que pode retirar a sua candidatura à Presidência em troca de anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, o Ibovespa reagiu mal ao anúncio da candidatura de Flávio ao Planalto em 2026 e desabou mais de 4%, na maior queda em um dia desde fevereiro de 2021.

“A saída de Tarcísio da disputa traz um papel em branco para a direita. E é muito claro que Tarcísio só vai ser candidato com a benção de Bolsonaro”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research.

“O mercado vê Flávio como um candidato mais fraco que Tarcísio na disputa com Lula. Além disso, o possível governo Flávio não agrada tanto, porque a pauta parece errática”, acrescentou.

Outros profissionais seguiram a mesma linha de raciocínio, avaliando que Flávio Bolsonaro tem menos chances de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral.

Na agenda desta segunda, o destaque será a divulgação do Boletim Focus. Mas o grande destaque da semana será a sequência de decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), ambas previstas para quarta-feira (10).

No Brasil, a manutenção da taxa Selic em 15,0% é amplamente esperada, e o mercado estará atento à comunicação do comitê em busca de sinais sobre o momento de início do ciclo de cortes de juros.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o Fed reduza novamente a taxa básica em 0,25 ponto percentual, embora a decisão possa não ser unânime. A reunião também trará novas projeções dos membros do Fed para variáveis econômicas e para a própria trajetória de juros, oferecendo sinalizações importantes para os próximos encontros de política monetária. A entrevista coletiva do presidente Jerome Powell completará a avaliação da autoridade monetária sobre a conjuntura econômica norte-americana.

Na China, as exportações chinesas cresceram 5,9% em novembro em dólares em comparação com o ano anterior, superando a previsão de crescimento de 3,8% dos economistas consultados pela Reuters.

Fonte: Infomoney

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