A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (4 de agosto de 2026), 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão para apurar a suposta prática de lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Alvos da ação
Entre os alvos da operação estão o advogado Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Willer Tomaz é conhecido por sua relação com políticos, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o senador Weverton Rocha, este último também investigado na Operação Sem Desconto.
O que está sendo investigado
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas mediante a utilização de pessoas físicas e jurídicas, de contas bancárias de terceiros, de estruturas empresariais e de operações com valores em espécie. O objetivo, de acordo com as apurações, seria ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.
A Operação Sem Desconto, deflagrada originalmente em 2025, apura um esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
Contexto e fontes
A ação ocorre no contexto das investigações sobre fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Informações sobre o cumprimento dos mandados foram divulgadas por veículos de imprensa nesta manhã, com base em fontes da Polícia Federal e decisões judiciais do STF.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não havia divulgado nota oficial detalhada sobre a fase deflagrada nesta terça-feira.





