Cadela American Bully é morta a tiros após atacar criança de 10 anos em condomínio de Vicente Pires

Uma cadela da raça American Bully foi morta a tiros na noite de sexta-feira, 24 de julho de 2026, após atacar uma criança de 10 anos em um condomínio de Vicente Pires, no Distrito Federal. O disparo foi efetuado pelo pai do menino, registrado como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O que ocorreu

Imagens de câmeras de segurança do Condomínio Summer Ville registram a sequência. Por volta das 21h45, a cadela se soltou da guia do tutor, Rogério Marques Fortaleza, 47 anos, quando um portão foi aberto. O animal correu em direção ao menino, que caiu e tentou se proteger. A criança conseguiu entrar no quintal de sua residência, mas foi alcançada novamente pela cadela.

O tutor conseguiu retirar o animal do local. Momentos depois, a cadela retornou ao imóvel da família da criança. O pai do menino, Marlon Joaquim Melo da Silva, saiu da residência, sacou a arma de fogo (registrada) e efetuou o disparo. As gravações também registram um chute desferido no animal após ele já estar caído.

Lesões e atendimento

O pai da criança apresentou fotografias que mostram marcas compatíveis com mordidas no corpo do filho. O menino foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico, incluindo esquema profilático contra a raiva, atualização de vacina antitetânica, tratamento dos ferimentos e antibióticos.

Uma testemunha ouvida pela polícia afirmou ter visto o animal correr em direção ao garoto, mas disse não ter presenciado as mordidas.

Providências policiais

A Polícia Militar encaminhou os envolvidos à 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires. O delegado-adjunto Diogo Carneiro lavrou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o tutor da cadela por suposta omissão na guarda ou condução do animal.

A arma utilizada foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para perícia. Em análise inicial, a autoridade policial não identificou indícios de dolo na conduta do pai da criança, que alegou ter agido para cessar a agressão ao filho.

Em nota, a defesa de Marlon Joaquim Melo da Silva afirmou que “o disparo ocorreu para cessar a agressão proveniente do animal” e que “não houve perseguição, vingança ou ato gratuito de crueldade. Houve a reação desesperada de um pai diante de uma nova investida contra seu filho já ferido”.

Dias após o episódio, o pai da criança registrou aditamento na ocorrência relatando supostas ameaças proferidas pelo tutor do animal.

A reportagem não localizou a defesa de Rogério Marques Fortaleza até a publicação desta matéria.

Fontes

Informações baseadas em registros da 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires, imagens de segurança do condomínio e reportagens de veículos que tiveram acesso aos documentos e depoimentos oficiais (Jornal de Brasília, Metrópoles e Correio Braziliense).

Compartilhar

Leia também

Entre na conversa