Trump analisa mudanças nas tarifas de importação de aço e alumínio

Tarifas sobre aço e alumínio de até 50% entram em revisão nos EUA. Governo avalia cortes diante da pressão inflacionária e desgaste político antes das eleições. Saiba mais.

As tarifas sobre aço e alumínio podem ser parcialmente reduzidas pelo governo dos Estados Unidos, que iniciou revisão interna das alíquotas de até 50% aplicadas desde junho do ano passado. A avaliação ocorre em meio à pressão ligada ao custo de vida e à proximidade das eleições de meio de mandato.

Segundo três pessoas familiarizadas com as discussões, a Casa Branca analisa retirar produtos da lista atingida, suspender a ampliação automática das taxas e concentrar novas medidas em investigações de segurança nacional mais específicas.

Revisão das tarifas sobre aço e alumínio

O pacote original elevou as alíquotas de importaçãoao maior patamar em décadas. Além do aço bruto e do alumínio primário, o governo incluiu bens manufaturados como máquinas de lavar, fornos e peças industriais.

Autoridades do Departamento de Comércio e do Representante de Comércio dos EUA avaliam que as tarifas sobre aço e alumínio passaram a pressionar preços ao consumidor, segundo fontes. Economistas afirmam que parte do custo foi repassada ao varejo, contrariando a tese de que exportadores estrangeiros absorveriam o encargo.

Além disso, o governo já concedeu isenções a alimentos populares e declarou trégua parcial na disputa com a China. A recalibragem das taxas alfandegárias sobre metais agora integra um ajuste mais amplo na política comercial.

Pressão econômica e política tarifária

As tarifas de Trump sobre aço e alumínio são apenas uma das inúmeras medidas tarifárias que marcaram seu governo e dividem opiniões da nação. Uma pesquisa do Pew Research Center, centro de pesquisa sem fins lucrativos de Washington, indica que mais de 70% dos adultos classificam as condições econômicas como regulares ou ruins. Além disso, cerca de 52% afirmam que as políticas econômicas pioraram o cenário.

Na quarta-feira (11/02), a Câmara dos Representantes aprovou projeto para derrubar tarifas contra o Canadásegundo maior parceiro comercial dos EUA. Republicanos votaram com democratas, ampliando o desgaste interno. A expectativa, porém, é que o presidente vete a proposta e mantenha as tarifas contra o Canadá.

O processo de inclusão tarifária também enfrenta críticas. Empresas americanas podem solicitar novas cobranças contra concorrentes estrangeiros, alegando risco à indústria doméstica. Uma fonte, inclusive, descreveu o regime como “complicado demais para aplicar”.

O alcance das tarifas sobre aço e alumínio

Quase 100 pedidos aguardam análise, após o Departamento de Comércio ultrapassar prazo interno de 60 dias para novas decisões. Além disso, relatos indicam inconsistências na aplicação das taxas de importação, inclusive sobre remessas semelhantes.

Caso avance, a flexibilização das tarifas sobre aço e alumínio pode beneficiar exportadores do Reino Unido, do México, do Canadá e da União Europeia e, em grau menor, do Brasil. Ao mesmo tempo, preserva o discurso de defesa do setor siderúrgico nacional.

No curto prazo, o ajuste nas tarifas sobre aço e alumínio indica tentativa de reduzir pressões inflacionárias sem abandonar a estratégia de proteção industrial. Portanto, condução das tarifas sobre aço e alumínio seguirá como termômetro da política econômica americana em ano eleitoral.

Fonte: Economic News Brasil 

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