A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a Operação Arena. Agentes cumprem mandado de busca e apreensão na residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo, no âmbito de investigação sobre suspeita de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de jogos de azar e apostas esportivas.
A medida foi autorizada pela 4ª Vara Federal da Paraíba. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou a quebra de sigilos telemático e bancário e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão.
A operação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
O que apura a Operação Arena
Segundo a Polícia Federal, a investigação mira um grupo empresarial do Nordeste suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.
Entre as empresas citadas nas apurações está a PixBet, da Paraíba. As investigações também alcançam a PixStar, sediada em Curaçao. A PF identificou pagamentos envolvendo as duas companhias.
De acordo com informações oficiais, recursos provenientes das apostas eram enviados ao exterior por intermédio de empresas de compensação financeira e chegavam a uma empresa em Curaçao. Na sequência, valores teriam retornado ao Brasil como pagamentos por supostos serviços, amparados por notas fiscais. Para a polícia, a dinâmica buscava conferir aparência de legalidade ao dinheiro.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual identificada, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O papel atribuído a Nelson Wilians
Nesse contexto, Nelson Wilians é investigado por suspeita de participação na movimentação financeira do grupo. Segundo apurações divulgadas, a PF analisa se o advogado atuava na movimentação e na ocultação de bens provenientes das atividades investigadas.
A relação profissional de Wilians com a PixBet é anterior à atual operação. Em 2025, ele figurou como advogado da empresa em mandado de segurança ajuizado contra ato da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda que havia suspendido as atividades da companhia.
Esta é a segunda operação que alcança o advogado em cerca de um mês. Em julho de 2026, endereços relacionados a ele foram alvo de buscas no âmbito de investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo créditos de ICMS.
Nota do escritório
Em nota, o escritório Nelson Wilians Advogados informou que “recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.





