Na sexta-feira passada, em Belo Horizonte, a ministra do STF Cármen Lúcia saía de um supermercado carregando sacolas de compras — entre elas, tomates — quando uma mulher a abordou:
— Moça, vem cá. Posso tirar uma foto com você? Você parece demais com a Cármen Lúcia. Já te falaram isso?
A ministra, sempre de bom humor, aceitou. A conversa continuou:
— Você conhece a Cármen Lúcia de Brasília?
— E se fosse ela? — respondeu a magistrada.
A mulher não hesitou:
— Você acha que ela iria sair de um supermercado carregando sacolinha de tomate? Vou enganar todo mundo no Instagram… mas vou te falar uma coisa: você é muito mais simpática que ela. Ela é rabugenta.
Em poucos minutos, Cármen Lúcia “descobriu” que tinha Instagram (ela não tem), que era rabugenta, de cara fechada e que “nem devia comer tomate” por ser magra.
O episódio, contado por ela mesma na Flip, em Paraty, arrancou risadas da plateia e serviu de gancho para uma reflexão mais séria: o medo dela não é da inteligência artificial, mas da “desinteligência natural”.
Uma história simples, cotidiana e deliciosa que mostra o que muitos já sabem: longe da toga, a ministra é apenas mais uma cidadã que vai ao mercado, carrega sacola e, de quebra, ainda consegue rir de si mesma.





